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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Variedades Regionais

Variedades Regionais
Denomina-se variação diatópica o fato de as diferenças linguísticas entre os falantes serem atribuídas as suas origens geográficas distintas.

Pensando no que aprendemos com a leitura do fragmento do livro de Marcos Bagno e diante da poesia do Zé da Luz, percebam que todas as variedades têm seu valor e que entre os diferentes modos de fala pode não haver uma hierarquia preestabelecida. O  status social de maior prestígio conferido a uma determinada pronúncia é sempre provisório e, em geral, não faz sentido para quem produz uma pronúncia diferenciada daquela à qual se atribui maior status social. Espera-se que vocês reconheçam de forma reflexiva e respeitosa, os diferentes modos de fala. O modo de fala de alguém representa uma das mais fortes marcas de identidade social daquela pessoa. Quando as crianças começam o seu processo de aquisição da linguagem, vão adquirindo os traços que caracterizam a fala de seu grupo social e de seu lugar de origem. É possível que elas variem ou mudem a pronúncia dos segmentos sonoros, mas é muito comum que mantenham os traços identitários originais que permitem que seja reconhecida como pertencendo a um grupo social e geográfico, e que outros sujeitos de fora do seu grupo também a reconheçam como tal.
Diante do exposto, gostaria de propor a seguinte questão: Quais traços linguísticos  podem ser observados no texto?

"Ai, se Sêsse!!!"


 

Ai Se Sêsse

Cordel Do Fogo Encantado

Composição: Zé Da Luz

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A Língua de Eulália: novela sociolinguística - Marcos Bagno

Por que falamos e/ou escrevemos de formas diferentes, em diferentes contextos?

Os pesquisadores que estudam estas relações entre língua e sociedade, os sociolinguistas, também buscam entender como a linguagem é usada pelos falantes, de forma a convencionar/marcar significados sociais.

Além disso, uma perspectiva sociolinguística pressupõe que encaremos o fenômeno linguístico considerando dois princípios:
a) Todas as línguas mudam.
b) Todas as línguas variam.

Isso significa dizer que a língua de hoje está em processo de mudança e que a língua de ontem apresentou variação. Em outras palavras, a qualquer momento que quisermos partir para a observação do fenômeno linguístico, vamos encontrá-lo em variação e sofrendo mudanças (ambos processos mais ou menos perceptíveis)

 
Atividades:
1º- Faça o download do texto, clicando no link abaixo e leia-o:
2º- Em que medida o contato com esses novos conhecimentos modificou sua visão sobre a língua e seus usos?